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Alguns podem até criticar-me pôr dizer isso, mas a maioria dos deuses e deusas foram inventados devido à muitos fatores: obter controle, inserir medo em uma comunidade, obter respeito na interação do meio ambiente ou para transferir culpa individual ou transferir a culpa do deus central, que muitas vezes é bondoso demais então ele não pode ser culpado de atrocidades, logo jogam a culpa em um outro deus ou, ao longo do tempo, demônio.
Mas aqui vou colocar a tona somente um caso: transferencia de responsabilidade individual.
Esta transferencia ocorre pelo fato de má administração na vida do indivíduo. Quando este não consegue algo pôr si próprio então ele cultua um deus inexistente, ou existente, para resolver ou trazer o que deseja sem esforço (prático não?!). Ou então quando as coisas não vão muito bem e quando as coisas saem erradas vamos culpar o deus da discórdia dos problemas (coitado!!!).
Vamos seguir um exemplo dual: A Deusa Lilith. (Não que ela não exista ou foi inventada. Estou tomando ela somente pôr um exemplo porque gosto muito Dela. Fora que Ela não gostou muito de eu coloca-lá como exemplo destes casos, mas Ela me entende e eu à compreendo).
Bom... a Deusa Lilith é dual. Simboliza liberdade, revolta, independência, tomada das rédeas do destino, sensualidade ...mas também simboliza, para alguns, problemas como doenças, problemas de gravidez, morte de crianças recém – nascidas etc.
Vamos dizer que no inicio alguém precisava se libertar das amarras da ignorância, seduzir alguém , controlar mais uma vida conturbada, enfim, ter maior controle e sucesso de seu destino.
Então neste momento pode ser que este indivíduo acabou criando um arquétipo estilo Lilith para obter liberdade das amarras de um destino parado. Isto é nada mais, nada menos que transferencia de responsabilidade, pois a partir do momento em que ele não tem autonomia para governar sua vida ele cria psicologicamente uma entidade que o faça pôr ele.
Sendo assim esta “noticia” se espalha, pois com este apoio psicológico do arquétipo ele acaba prosperando. Outras pessoas vêem, comentam e se espalha que a Deusa traz resultados.
Agora vamos à outro cenário...como o autor Marcos Torrigo diz: “Os Deuses dos vencidos se tornam os demônios dos vencedores!”
Imaginem uma comunidade que cultua algo diferente, e pôr sinal são meios cegos com o resto do Universo afundados em seu fanatismo. Logo o povo que cultua a Deusa é um povo perigoso que faz pactos demoníacos. Logo estes entram em conflito, pôr motivos de muita lábia dos que seguem o deus cego dizem que a onda de coisas ruim que acontecem são obras da Deusa devassa cultuada pôr seus vizinhos, muitos acreditam nesta estória.
Em seguida o povo da deusa é dizimado pela maioria (que pôr falta de sorte é do deus cego!), e qualquer um que queira cultuar a Deusa será castigado com nada mais, nada menos que a morte.
Assim com o passar dos tempos este arquétipo passa a ser alimentado com energia de medo e repulsa pôr muitos, vira símbolo de tudo que não pode ser feito. E se acontecer fatos negativos, a carga de responsabilidade será passada para Ela.
E caso esta Deusa não existia, ela passou a existir no plano mental, estas vibrações no inicio que eram positivas, criaram uma entidade no astral com todas as vibrações passadas para ela. Após foi alimentada com outras vibrações mentais que vieram a tona no plano astral...com isso Ela obteve energia suficiente para Ter autonomia e hoje existir sem precisar ser alimentada, pois Agora ela é uma entidade.
E assim funciona a mente da humanidade ao longo da história, sempre fugindo da responsabilidade de fazer o bem, mas também fugindo das conseqüências de seus erros dando a culpa para os deuses psicológicos, a fuga mental.
"'Superstição'... que palavra estranha esta! Se a gente acredita no bom deus, isto se chama 'ter fé', mas se a gente acredita em astrologia ou na sexta-feira 13, o nome muda para 'superstição!'". (Sofia Amundsen em "O Mundo de Sofia" de Jostein Gaarder)
Então a mente humana esta acostumada a pensar assim:
Engraçado quando carrego uma cruz, isso é chamado de fé. Se carrego um pentagrama, é chamado de superstição!
H.:
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